terça-feira, 16 de abril de 2013

Valorizando a cultura: Projeto Bando anunciador. ( Feira de Santana)



               A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), juntamente com o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) – polo cultural da cidade – apresentam o Bando Anunciador da Festa de Santana. O Bando Anunciador da Festa da Senhora Santana, a padroeira da cidade, é uma importante manifestação cultural e histórica que hoje é pouco conhecida e quase nada valorizada pelas gerações atuais da cidade, que vamos e convenhamos, nem metade dos jovens de Feira se importam com manifestações verdadeiramente culturais, além do micareta.
          O evento é a parte profana que antecede as comemorações e homenagens a Senhora Santana. O bando continha milhares de pessoas, principalmente a juventude da época, que ocupava as ruas da cidade fantasiados, ao som das zabumbas, das bandinhas e de cortejos diversificados. Nela havia também disputa pelas melhores fantasias. Enfrentamos preconceitos por acreditarem que a manifestação comprometia o lado religioso da festa.
           Como o próprio nome indica, o bando anunciava os festejos em comemoração à Festa de Santana. O bando foi extinto, há 25 anos, pelo Bispo Dom Silvério Albuquerque, devido principalmente à violência que começa a crescer durante as comemorações. Tudo começou Antecipando o bando, havia a Levagem da Lenha e a Lavagem da Igreja – ambos festejos também estão extintos. Não houve resistência do poder público.
Rainha do Bando Anunciador
         Tudo começou quando a Igreja determinou que a líder religiosa Mâe Socorro não participasse da procissão. “Foi uma verdadeira Guerra Santa. Mãe Socorro chamou todas as baianas dela e foi pra frente da Igreja”. No final, Mãe Socorro acabou participando e o presidente da festa renunciou.” O Projeto Bando Anunciador da Festa de Senhora Santana, realizado pela UEFS, juntamente com o CUCA, ao qual está vinculada, tem o objetivo de revitalizar essa expressão culturas que deixou saudade em moradores de todos os bairros da cidade, que ficou indignada com a sua extinção.
          Nos últimos quatro anos, o bando cresceu e se consolidou demonstrando que o projeto veio pra ficar. Hoje, a comunidade de Feira de Santana participa ativamente dessa manifestação, demonstrando a vontade popular de reviver essa tradição.


Publico estimado-
 2007 -  800 PESSOAS     
2008-             1200 PESSOAS
2009 e  2010- 2000 PESSOAS
2011-             2.500 PESSOAS
2.012-            2.800 pessoas
                  O bando anunciador: É o anuncio da festa da padroeira do Município de Feira de Santana que representa a tradição de nossa terra. Bando Anunciador, que representa a união dos povos de todos os bairros de Feira de Santana. É uma bela festa para famílias, para os jovens e que abre espaços para todas as manifestações conservando a nossa cultura. O Bando Anunciador percorre as ruas do centro de Feira de Santana no dia 12 de julho, com objetivo de resgatar a manifestação cultural que anunciava as festividades da Festa de Senhora Santana, extinta há duas décadas. Atualmente é realizado no mês de julho o novenário de Santana que acontece no período de 17 a 26.

 Postado por Jilmaria Ramos, Cristiane Prates e Tânia Pedra Branca









domingo, 14 de abril de 2013

A  História de Feira de Santana com foco nos distritos                     


Mapa de Feira de Santana.


Imagem de Feira de Santana na década 80

Hino de Feira Santana com imagens da sua origem 

Maria Quitéria Militar Brasileira

Feira de Santana localiza-se favoravelmente entre o sertão e a costa, a mais ou menos 108 quilômetros da cidade do Salvador, utilizando-se a rodovia federal BR-324. Feira de Santana está numa elevação de 256 metros (aproximadamente 800 pés) situa-se numa porção de Planalto interior que alcança quase até a baía de Todos os Santos. Por outro lado, os vales dos rios Pojuca e Jacuípe, que atravessam o município a leste e a oeste, respectivamente, da cidade, são projeções, para o interior, dos solos profundos e ricos da planície costeira. Situação semelhante observa-se em relação às chuvas. Os padrões da região costeira e do interior modificaram-se para formar um terceiro tipo de Feira de Santana. A não ser durante os anos de seca, o município tanto é beneficiado com as chuvas moderadas do inverno, vindas do oceano Atlântico, como pelas trovoadas de verão, que se origina no sertão.
 Maria Quitéria é um distrito do município baiano de Feira de Santana, com o nome atual em homenagem à Maria Quitéria que por sua vez foi (1792-1853) foi militar brasileira. Pioneira na luta de reconhecimento da independência. Baiana de nascimento e com grande habilidade no uso da arma de fogo, inscreveu-se como voluntária para lutar contra as províncias que não reconheciam D.Pedro como imperador. Até 1938, o distrito era denominado São José de Itapororoca, mas depois foi dividido. É um dos locais de Feira de Santana onde é disponibilizada a internet gratuita à população. Possui também uma Biblioteca Professora Raquel de Freitas Araújo, com um acervo de 3.500 livros registrados.Também possui uma plataforma para voo de asa delta, no morro de São José.


           
Nossa Senhora dos Humildes
Imagem de Feira de Santana na década 80.
             Humildes é um distrito do município baiano de Feira de Santana. É o único distrito de Feira de Santana que se localiza fora do polígono das secas, e conta com uma população de 2.356 habitantes.  O distrito é conhecido regionalmente pela Festa de São Pedro, onde reúne centenas de pessoas todos os anos no mês de Junho. Além disso também é o único distrito que fica dentro de um pólo industrial onde conta com várias indústrias inclusive multinacionais como nestlé e pepsico. Segundo os mais antigos do lugar o nome "Humildes" deve-se a uma imagem de uma santa encontrada as margens de um trecho do Rio Subaé qu passa no distrito essa imagem foi chamada de Nossa senhora dos Humildes, o que mais tarde veio a se tornar a padroeira do distrito. As religiões predominantes são o catolicismo e o protestantismo, sendo que este último tem se propagado rapidamente no distrito. Anualmente, a Igreja Batista Shekinah realiza o "Shekinah na Praça", um movimento de cultos e festejos durante sete dias. , contando com apoio de muitas Igrejas evangélicas, entre elas: Assembléia de Deus (Pr. Walter), I.P.Noiva de Cristo (Prª Tânia), I.P Ebénezer , Pr:Helenilson .

Fonte: Feira de Santana - Rollie E. Poppino
                                                                  
Postado por: Débora Leal,   Renildo Silva, Valdinélia Siva e Simone Barreiros.


A importância e contribuição da Paróquia Nossa Senhora Santana para a história local de Ipirá-BA.


A Igreja Católica é um importante elemento modificador do espaço, utilizando-se se seus próprios recursos, fazendo parcerias ou ainda com apoio da própria comunidade onde está instalada. No Brasil a Igreja Católica operou durante um longo período como única religião permitida e como religião oficial, o que se perpetuou até a separação dos poderes do Estado - Nação dos poderes da Igreja Católica, que aconteceu com a constituição de 1891. este fato foi preponderante para a ampliação da igreja, do número de dioceses e a consequente implantação das escolas Católicas de ensino fundamental e médio e posteriormente uma rede de Ensino Superior Católico.
No curso da história da Igreja Católica em nosso país, houveram várias metodologias aplicadas pela igreja para que não houvessem mais fiéis ou mesmo para que se arrebanhasse mais fiéis para seus quadros. Fez e faz parte desta estratégias oferecer a população uma educação de qualidade baseada nos princípios da religião católica, esta metodologia “ Católica “ foi baseada difundida pelas diversas congregações religiosas ( Marista, Salesiana, Diocesana … ) durante o século XX, no Brasil especialmente nas décadas de 80 e 90.

Contexto histórico da Paróquia Nossa senhora Santana Ipirá-Ba.

Foi, primitivamente, uma aldeia de índios denominada “Camisão”, habitada por gentios de uma das ramificações da tribo Tupi. Ao seu território são feitas referências desde o princípio do século XVII, quando tiveram lugar os primeiros encontros dos portugueses com os índios, após estes lhes haverem oferecido forte resistência. O aldeamento indígena fora arrasado em 28 de julho de 1673 pelo Capitão-mor Braz Roriz de Arcão, a mando de Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça, então Governador da Província. Após a retirada, os indígenas organizaram emboscada e, à noite, derrubaram a Capela de Santana do Camisão, apossaram-se do sino e conduziram-mo para as proximidades do local onde o município de Ipirá confina atualmente com o de Santo Estêvão, vindo a ser encontrado, muito depois, por pessoas que desbravavam matas para a atividade agrícola. Este sino contém, na parte interna e em alto relevo, a data e a inscrição alusivas a época inicial em que foi tentada a catequese da aldeia, acreditando-se que o fato de ter o sino servido para chamar os silvícolas para os atos religiosos motivou o seu apropriamento. Com a rendição dos silvícolas, os herdeiros de João Peixoto Viegas, proprietários da sesmaria, abrangendo terras entre os rios Jacuipe e Paraguaçu, intensificaram o povoamento dessas terras. Gaspar de Araújo Pinto, administrador da sesmaria, constituiu diversas fazendas, dentre essas a da Ponta da Serra do Camisão, em agosto de 1753, que se desenvolveu rapidamente, pelo fato de ser ponto de parada obrigatória das tropas que demandavam às lavras diamantinas, cedo se transformando a fazenda em arraial muito povoado. (cfr. Doc. Arquivo paroquial).
O Pe. Reinaldo Stieger, Ord. Cist., no Mosteiro de Jequitiba - BA, num trabalho dactilografado sobre “Esboço histórico da Freguesia de Nª.Srª. Santana do Camisão (Ipirá) – Estado da Bahia” ele diz:
“ ... mencionada Capela de Santana do Camisão foi elevada à matriz entre 1751 e 1755. Não conhecemos o alvará régio nem o documento da canonização da parte da autoridade eclesiástica competente. O único documento existente é o primeiro Livro de Batizados que começa com o ano de 1751-1789 e cujo primeiro vigário era o Pe. Joaquim de Cintra Barbuda... Era arcebispo naquela época Dom. José Fialho, da Ordem Cisterciense, em 1741, governou a Arquidiocese até 1761, quando foi obrigado a renunciar pelo governo do Marquês de Pombal porque se opunha à injusta expulsão dos Jesuítas em 1759.”
         “ ... A primeira vez que aparece a Freguesia de Nª.Srª. Santana do Camisão é no Documento Nº 8.750 que contém o ‘Mapa de todas as Freguesias, que pertencem ao Arcebispado da Bahia e sujeitos os seus habitantes no temporal ao Governo da mesma Bahia com a distinção das Comarcas e Vilas a que pertencem, com o número de fogos (casas0 e almas (habitantes), para se saber a gente que se pode tirar de cada uma delas para o serviço de sua Majestade, sem opressão dos povos.“ – Bahia, 9 de janeiro de 1775: Comarca e Vila de Cachoeira ... Santana do Camisão, f. 91 (fogos), a. 540 (almas).
         Sabemos então que a Freguesia de Santana do Camisão pertencia em 1775 à Comarca e Vila da Cachoeira e possuía 91 fogos, isto é, casas e 540 almas, isto é, habitantes.
         O arraial de Santana do Camisão foi elevado com a denominação de Vila de Santana do Camisão, pela Resolução Provincial Nº 520, de 20 de abril de 1855, sancionada pelo Presidente da Província da Bahia ... etc.
         “Da pequena Capela, fundada pelo Jesuitas, partiu a chama envolvente que levou e leva ainda hoje, Cristo aos homens. Com a ordem do Marquês de Pombal expulsando os padres da Companhia de Jesus, o Colégio e a Capela de Camisão foram abandonadas, passando a assistência espiritual a ser dada por franciscanos franceses da Região de Riachão do Jaquipe. A ‘Freguesia de Santana do Camisão’, teve iniciação em 1826, pelo então vigário Manoel Alves Moreira.” (cfr. Fernanda Cláudia Mascarenhas de Cerqueira)
Vigários da Freguesia de Santana do Camisão - Ipirá
1751 - .....   Pe. Joaquim de Cintra Barbuda (cfr. Livro dos batizados)
1826 - .....   Pe. Manoel Alves Moreira da Costa. Inicia a construção da Matriz
1858 – 1900  Pe. José Cupertino de Araújo
1909 – 1918   Pe. Adelino da Silva Freire
1918 – 1924   Pe. Aristides Pedreira do Couto Ferraz
1925 – 1948  Pe. Moysés Messias de Carvalho. Termina a construção da Matriz
1949 – 1951   Pe. Aurelino Teixeira de Andrade (cfr. Livro de Tombo)
1951 – 1955   Pe. José de Souza Neiva   (Vigário Ecônomo)
1955 – 1980  Côn. Alcides Barreiro Cardoso de Santana (Ficou até 1989 como coop.)
1980 – 1989  Pe. Riccardo Camellini
1989 – 2002 Pe. Pier Alessandro Medici. Reformou a Matriz
1989 – 1996  Pe. Antonio Davoli. Em equipe com o Pe. Pier A. Médici
2002 – 2004 Pe. Vittorio Trevisi. Em equipe com Pe.Marco Ferrari
2004 – 2006 Pe. Alfredo Da Silva Rios. Em equipe com Pe.Marco Ferrari 2002 - ....   Pe. Marco Ferrari
(cfr. Trabalho de José Saint-Clair de Souza Cerqueira, em 1975)



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, D.. A saga do Camisão rumo a Ipirá. Ed. Grafica Radami. Ipirá, 2003..
Documentos Arquivos Paroquial - Pe. Marco Ferrari, 2004

Igreja Matriz
Atual Praça Roberto Cintra nos anos 40 sem a Igreja Matriz

Padre Alcides Cardoso
 Padre Alcides e acomunidade
Padre Ricardo e Padre Alcides

                                                                                       Postado por Valdiney Gomes e Rosilma.

                                                                                       Postado por Valdiney Gomes e Rosilma.



                 Usina Terra Nova – Início da História de Terra Nova

Usina Terra Nova começou a moer em 1902 com a  primeira safra de cana 1901/1902.
Terra Nova é um município brasileiro do estado da Bahia,sua população estimada em 2004 era de 13.202 habitantes. Possui uma área de 157,345 km². A Usina Terra Nova começou a moer em 1902 com a  primeira safra de cana 1901/1902. Os problemas da Usina Terra Nova  começaram já na sua primeira moagem, conforme dados  transcritos  do Arquivo Público da Bahia - Caixa 2367, Maço 129 Doc. 432 (354) “A primeira safra apurada pela usina, de 1901 a1902 coincidiu com a mais baixa de açúcar conhecido, sendo o preço do cristal  de 160 a 180 reis  o quilograma, e o demerara (açúcar para exportação) de 140 a 160 reis, não havendo compradores, senão pra pequenos lotes e tendo a Usina produzido 30.000 sacos de demerara e 4.000 branco.
É escusado dizer que foi inteiramente negativo o resultado da safra, que, alem  daqueles preços tinha contra si os inconvenientes da estreia sem pessoal habilitado e familiarizado com os mecanismos”.Terra Nova terá nascido à volta da feira instituída em 1819 pelo Senhor do Engenho de Aramaré Luiz Paulino d’Oliveira Pinto da França, Marechal de Campo de Portugal. Sobre a indústria da cana de açúcar e particularmente a fábrica de Terra Nova, vale evidenciar sua passagem sobre a tutela da Companhia Magalhães.

Ex-distrito de Santo Amaro da Purificação,Terra Nova  teve o seu projeto de emancipação proposto pelo seu ilustre cidadão, Sr. Arthur Pacheco Pereira, filho do juiz de Direito Dr. Américo Pacheco Pereira, e cuja família cedeu parte de suas terras (chamada de Terra Nova "velha") para a constituição do Município. Em Terra Nova, o povo viveu uma vida de cana, canavial, engenhos e usinas. E por isso, como os demais negros do Recôncavo, brincavam e se distraiam do mesmo modo: era o samba de roda, lindro-amor, quermesses, queima de palhinha, mês de Maria nas casas. Esses folguedos foram desaparecendo com o tempo.

Quando a Usina se tornou de fogo morto, em 1972, Terra Nova já era um município. Fechou-se a Usina acabou-se o Hospital, fecharam-se o Posto Médico e todas as residências próximas, que pertenciam ao Grupo Magalhães. Muitas famílias de diferentes classes, pobres, ou mais remediadas, migraram para outros lugares buscando melhoria. Outras  matricularam seus filhos na capital onde ficaram estudando, ou trabalhando e estudando, formando outra geração de famílias, e  não retornando mais para sua terra natal. Esse processo migratório não cessou o que não é bom para o fortalecimento de uma sociedade consciente e participativa. Para registrar fisicamente a história da Usina ficou o Chalé  residência do Diretor da Usina, e hoje, aproveitado como sede da prefeitura do município. Destacadas, no Caípe, próximas ao Chalé, ficaram também duas ou três casas grandes de avarandado, moradas de administradores. Hoje uma serve á Igreja e outras foram adquiridas por terceiros.  Próxima a esses imóveis resiste  uma rua de pequenas casas, que foram residências de operários da usina. 
Na área da fábrica de açúcar, ficou como lembrança um bueiro e um casarão abandonado, neste local hoje funciona o Colégio Estadual César Borges. O escritório da Usina  precisa urgentemente de um reparo, pois, caso contrário, com a depredação por que passa o seu telhado um dia será apenas uma foto num quadro de retrato como é a ponte ferroviária, o portão da usina, a casinha de Ponto, a casa da balança de carros de boi, estes três últimos derrubados há não muito tempo, poderiam ter sido conservados sem prejudicar as construções dos novos imóveis. Ao contrário, seria uma atração, pois juntaria num mesmo espaço presente e passado, formando novo conjunto de arquitetura.Fonte: www.bangue.com.br/

Postado por:   Antônio Anacleto Oliveira dos Santos
Janicélia dos Reis Ferreira
Mirian Lima Ferreira Costa
Rosália Bispo