A importância e contribuição da Paróquia Nossa
Senhora Santana para a história local de Ipirá-BA.
A Igreja
Católica é um importante elemento modificador do espaço, utilizando-se se seus
próprios recursos, fazendo parcerias ou ainda com apoio da própria comunidade
onde está instalada. No Brasil a Igreja Católica operou durante um longo
período como única religião permitida e como religião oficial, o que se
perpetuou até a separação dos poderes do Estado - Nação dos poderes da Igreja
Católica, que aconteceu com a constituição de 1891. este fato foi preponderante
para a ampliação da igreja, do número de dioceses e a consequente implantação
das escolas Católicas de ensino fundamental e médio e posteriormente uma rede
de Ensino Superior Católico.
No curso da
história da Igreja Católica em nosso país, houveram várias metodologias
aplicadas pela igreja para que não houvessem mais fiéis ou mesmo para que se
arrebanhasse mais fiéis para seus quadros. Fez e faz parte desta estratégias
oferecer a população uma educação de qualidade baseada nos princípios da
religião católica, esta metodologia “ Católica “ foi baseada difundida pelas
diversas congregações religiosas ( Marista, Salesiana, Diocesana … ) durante o
século XX, no Brasil especialmente nas décadas de 80 e 90.
Contexto histórico da Paróquia Nossa senhora Santana Ipirá-Ba.
Foi,
primitivamente, uma aldeia de índios denominada “Camisão”, habitada por gentios
de uma das ramificações da tribo Tupi. Ao seu território são feitas referências
desde o princípio do século XVII, quando tiveram lugar os primeiros encontros
dos portugueses com os índios, após estes lhes haverem oferecido forte
resistência. O aldeamento indígena fora arrasado em 28 de julho de 1673 pelo
Capitão-mor Braz Roriz de Arcão, a mando de Afonso Furtado de Castro do Rio de
Mendonça, então Governador da Província. Após a retirada, os indígenas
organizaram emboscada e, à noite, derrubaram a Capela de Santana do Camisão,
apossaram-se do sino e conduziram-mo para as proximidades do local onde o
município de Ipirá confina atualmente com o de Santo Estêvão, vindo a ser
encontrado, muito depois, por pessoas que desbravavam matas para a atividade
agrícola. Este sino contém, na parte interna e em alto relevo, a data e a
inscrição alusivas a época inicial em que foi tentada a catequese da aldeia,
acreditando-se que o fato de ter o sino servido para chamar os silvícolas para
os atos religiosos motivou o seu apropriamento. Com a rendição dos silvícolas,
os herdeiros de João Peixoto Viegas, proprietários da sesmaria, abrangendo
terras entre os rios Jacuipe e Paraguaçu, intensificaram o povoamento dessas
terras. Gaspar de Araújo Pinto, administrador da sesmaria, constituiu diversas
fazendas, dentre essas a da Ponta da Serra do Camisão, em agosto de 1753, que
se desenvolveu rapidamente, pelo fato de ser ponto de parada obrigatória das
tropas que demandavam às lavras diamantinas, cedo se transformando a fazenda em
arraial muito povoado. (cfr. Doc. Arquivo paroquial).
O
Pe. Reinaldo Stieger, Ord. Cist., no Mosteiro de Jequitiba - BA, num trabalho dactilografado
sobre “Esboço histórico da Freguesia de Nª.Srª. Santana do Camisão (Ipirá) –
Estado da Bahia” ele diz:
“
... mencionada Capela de Santana do Camisão foi elevada à matriz entre 1751 e
1755. Não conhecemos o alvará régio nem o documento da canonização da parte da
autoridade eclesiástica competente. O único documento existente é o primeiro
Livro de Batizados que começa com o ano de 1751-1789 e cujo primeiro vigário
era o Pe. Joaquim de Cintra Barbuda... Era arcebispo naquela época Dom. José
Fialho, da Ordem Cisterciense, em 1741, governou a Arquidiocese até 1761,
quando foi obrigado a renunciar pelo governo do Marquês de Pombal porque se
opunha à injusta expulsão dos Jesuítas em 1759.”
“ ... A primeira vez que aparece a Freguesia de Nª.Srª. Santana do Camisão é no
Documento Nº 8.750 que contém o ‘Mapa de todas as Freguesias, que pertencem ao
Arcebispado da Bahia e sujeitos os seus habitantes no temporal ao Governo da
mesma Bahia com a distinção das Comarcas e Vilas a que pertencem, com o número
de fogos (casas0 e almas (habitantes), para se saber a gente que se pode tirar
de cada uma delas para o serviço de sua Majestade, sem opressão dos povos.“ –
Bahia, 9 de janeiro de 1775: Comarca e Vila de Cachoeira ... Santana do
Camisão, f. 91 (fogos), a. 540 (almas).
Sabemos então que a Freguesia de Santana do Camisão pertencia em 1775 à Comarca
e Vila da Cachoeira e possuía 91 fogos, isto é, casas e 540 almas, isto é,
habitantes.
O arraial de Santana do Camisão foi elevado com a denominação de Vila de
Santana do Camisão, pela Resolução Provincial Nº 520, de 20 de abril de 1855,
sancionada pelo Presidente da Província da Bahia ... etc.
“Da pequena Capela, fundada pelo Jesuitas, partiu a chama envolvente que levou
e leva ainda hoje, Cristo aos homens. Com a ordem do Marquês de Pombal
expulsando os padres da Companhia de Jesus, o Colégio e a Capela de Camisão
foram abandonadas, passando a assistência espiritual a ser dada por
franciscanos franceses da Região de Riachão do Jaquipe. A ‘Freguesia de Santana
do Camisão’, teve iniciação em 1826, pelo então vigário Manoel Alves Moreira.”
(cfr. Fernanda Cláudia Mascarenhas de Cerqueira)
Vigários
da Freguesia de Santana do Camisão - Ipirá
1751
- ..... Pe. Joaquim de Cintra Barbuda (cfr. Livro dos batizados)
1826
- ..... Pe. Manoel Alves Moreira da Costa. Inicia a construção da
Matriz
1858
– 1900 Pe. José Cupertino de Araújo
1909
– 1918 Pe. Adelino da Silva Freire
1918
– 1924 Pe. Aristides Pedreira do Couto Ferraz
1925
– 1948 Pe. Moysés Messias de Carvalho. Termina a construção da Matriz
1949
– 1951 Pe. Aurelino Teixeira de Andrade (cfr. Livro de Tombo)
1951
– 1955 Pe. José de Souza Neiva (Vigário Ecônomo)
1955
– 1980 Côn. Alcides Barreiro Cardoso de Santana (Ficou até 1989 como
coop.)
1980
– 1989 Pe. Riccardo Camellini
1989
– 2002 Pe. Pier Alessandro Medici. Reformou a Matriz
1989
– 1996 Pe. Antonio Davoli. Em equipe com o Pe. Pier A. Médici
2002
– 2004 Pe. Vittorio Trevisi. Em equipe com Pe.Marco Ferrari
2004
– 2006 Pe. Alfredo Da Silva Rios. Em equipe com Pe.Marco Ferrari 2002 -
.... Pe. Marco Ferrari
(cfr.
Trabalho de José Saint-Clair de Souza Cerqueira, em 1975)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, D.. A saga do Camisão rumo a Ipirá. Ed.
Grafica Radami. Ipirá, 2003..
Documentos Arquivos Paroquial - Pe. Marco Ferrari,
2004
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| Igreja Matriz |
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| Atual Praça Roberto Cintra nos anos 40 sem a Igreja Matriz |
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| Padre Alcides Cardoso |
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| Padre Alcides e acomunidade |
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| Padre Ricardo e Padre Alcides |
Postado por Valdiney Gomes e Rosilma.
Postado por Valdiney Gomes e Rosilma.