Usina Terra Nova – Início da História de Terra Nova
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Usina
Terra Nova começou a moer em 1902 com a primeira safra de cana 1901/1902.
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É escusado dizer
que foi inteiramente negativo o resultado da safra, que, alem daqueles
preços tinha contra si os inconvenientes da estreia sem pessoal habilitado e
familiarizado com os mecanismos”.Terra Nova terá nascido à volta da feira
instituída em 1819 pelo Senhor do Engenho de Aramaré Luiz Paulino
d’Oliveira Pinto da França, Marechal de Campo de Portugal. Sobre a
indústria da cana de açúcar e particularmente a fábrica de Terra Nova, vale
evidenciar sua passagem sobre a tutela da Companhia Magalhães.
Ex-distrito
de Santo Amaro da Purificação,Terra Nova teve o seu projeto de
emancipação proposto pelo seu ilustre cidadão, Sr. Arthur Pacheco Pereira,
filho do juiz de Direito Dr. Américo Pacheco Pereira, e cuja família cedeu
parte de suas terras (chamada de Terra Nova "velha") para a
constituição do Município. Em
Terra Nova, o povo viveu uma vida de cana, canavial, engenhos e usinas. E por
isso, como os demais negros do Recôncavo, brincavam e se distraiam do mesmo
modo: era o samba de roda, lindro-amor, quermesses, queima de palhinha, mês de
Maria nas casas. Esses folguedos foram desaparecendo com o tempo.
Quando a Usina
se tornou de fogo morto, em 1972, Terra Nova já era um município. Fechou-se a
Usina acabou-se o Hospital, fecharam-se o Posto Médico e todas as residências
próximas, que pertenciam ao Grupo Magalhães. Muitas famílias de
diferentes classes, pobres, ou mais remediadas, migraram para outros lugares
buscando melhoria. Outras matricularam seus filhos na capital onde
ficaram estudando, ou trabalhando e estudando, formando outra geração de
famílias, e não retornando mais para sua terra natal. Esse processo
migratório não cessou o que não é bom para o fortalecimento de uma sociedade
consciente e participativa. Para registrar fisicamente a história da Usina
ficou o Chalé residência do Diretor da Usina, e hoje, aproveitado como
sede da prefeitura do município. Destacadas, no Caípe, próximas ao Chalé,
ficaram também duas ou três casas grandes de avarandado, moradas de
administradores. Hoje uma serve á Igreja e outras foram adquiridas por
terceiros. Próxima a esses imóveis resiste uma rua de pequenas
casas, que foram residências de operários da usina.
Na área da
fábrica de açúcar, ficou como lembrança um bueiro e um casarão abandonado, neste
local hoje funciona o Colégio Estadual César Borges. O escritório da
Usina precisa urgentemente de um reparo, pois, caso contrário, com a
depredação por que passa o seu telhado um dia será apenas uma foto num quadro
de retrato como é a ponte ferroviária, o portão da usina, a casinha de Ponto, a
casa da balança de carros de boi, estes três últimos derrubados há não muito
tempo, poderiam ter sido conservados sem prejudicar as construções dos novos
imóveis. Ao contrário, seria uma atração, pois juntaria num mesmo espaço
presente e passado, formando novo conjunto de arquitetura.Fonte: www.bangue.com.br/
Postado por: Antônio Anacleto Oliveira dos Santos
Janicélia
dos Reis Ferreira
Mirian Lima
Ferreira Costa

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ResponderExcluirAchei interessante a postagem que trata de Maria Quitéria. Embora, já conhecesse parte de sua historia enquanto soldado nos movimentos pró- independência, a postagem instigou-me a buscar mais informações sobre esse fato.
ResponderExcluirAlém das características e habilidades que a fez uma combate singular, este fato, como posto por ela mesmo, não era apenas lutas e conquistas da emancipação do Brasil, era algo ainda mais distinto, ou seja, a emancipação da mulher. Num clima em que a instabilidade política e social era questionado, surge a figura de uma mulher que contestava a ordem imposta desde o modo de vida que a adotara. Quitéria rompe com legados, que eu costumo chamá-los de improdutivos, visto que foi negado a mulher o papel de cidadã e outros. Dessa forma, Maria Quitéria, não lutou apenas pela sua pátria, mas pela liberdade, igualdade e ascensão das mulheres nos mais diversos setores, isto é, deu inicio as lutas femininas no Brasil, as quais não se resumem apenas aos descasos particulares, mas sociais. A elite do período, ao perceber sua atuação para derrotar os portugueses, atribuiu-lhe muitas qualidades, como forma de agradecimentos. O próprio imperador a reconheceu pelos seus feitos e coragem. Maria Quitéria, foi um excelente soldado, sendo condecorada e oficializada no exercito, que até então era palco do sexo masculino. De qualquer forma, mesmo sabendo que o imperador a reconheceu como defensora de seu governo, logo, porém nos vem uma pergunta: Será que numa época em que a mulher não tinha voz nem vez, se não fossem em defesa dos interesses do imperador, Quitéria teria sido reconhecida?