domingo, 14 de abril de 2013

                 Usina Terra Nova – Início da História de Terra Nova

Usina Terra Nova começou a moer em 1902 com a  primeira safra de cana 1901/1902.
Terra Nova é um município brasileiro do estado da Bahia,sua população estimada em 2004 era de 13.202 habitantes. Possui uma área de 157,345 km². A Usina Terra Nova começou a moer em 1902 com a  primeira safra de cana 1901/1902. Os problemas da Usina Terra Nova  começaram já na sua primeira moagem, conforme dados  transcritos  do Arquivo Público da Bahia - Caixa 2367, Maço 129 Doc. 432 (354) “A primeira safra apurada pela usina, de 1901 a1902 coincidiu com a mais baixa de açúcar conhecido, sendo o preço do cristal  de 160 a 180 reis  o quilograma, e o demerara (açúcar para exportação) de 140 a 160 reis, não havendo compradores, senão pra pequenos lotes e tendo a Usina produzido 30.000 sacos de demerara e 4.000 branco.
É escusado dizer que foi inteiramente negativo o resultado da safra, que, alem  daqueles preços tinha contra si os inconvenientes da estreia sem pessoal habilitado e familiarizado com os mecanismos”.Terra Nova terá nascido à volta da feira instituída em 1819 pelo Senhor do Engenho de Aramaré Luiz Paulino d’Oliveira Pinto da França, Marechal de Campo de Portugal. Sobre a indústria da cana de açúcar e particularmente a fábrica de Terra Nova, vale evidenciar sua passagem sobre a tutela da Companhia Magalhães.

Ex-distrito de Santo Amaro da Purificação,Terra Nova  teve o seu projeto de emancipação proposto pelo seu ilustre cidadão, Sr. Arthur Pacheco Pereira, filho do juiz de Direito Dr. Américo Pacheco Pereira, e cuja família cedeu parte de suas terras (chamada de Terra Nova "velha") para a constituição do Município. Em Terra Nova, o povo viveu uma vida de cana, canavial, engenhos e usinas. E por isso, como os demais negros do Recôncavo, brincavam e se distraiam do mesmo modo: era o samba de roda, lindro-amor, quermesses, queima de palhinha, mês de Maria nas casas. Esses folguedos foram desaparecendo com o tempo.

Quando a Usina se tornou de fogo morto, em 1972, Terra Nova já era um município. Fechou-se a Usina acabou-se o Hospital, fecharam-se o Posto Médico e todas as residências próximas, que pertenciam ao Grupo Magalhães. Muitas famílias de diferentes classes, pobres, ou mais remediadas, migraram para outros lugares buscando melhoria. Outras  matricularam seus filhos na capital onde ficaram estudando, ou trabalhando e estudando, formando outra geração de famílias, e  não retornando mais para sua terra natal. Esse processo migratório não cessou o que não é bom para o fortalecimento de uma sociedade consciente e participativa. Para registrar fisicamente a história da Usina ficou o Chalé  residência do Diretor da Usina, e hoje, aproveitado como sede da prefeitura do município. Destacadas, no Caípe, próximas ao Chalé, ficaram também duas ou três casas grandes de avarandado, moradas de administradores. Hoje uma serve á Igreja e outras foram adquiridas por terceiros.  Próxima a esses imóveis resiste  uma rua de pequenas casas, que foram residências de operários da usina. 
Na área da fábrica de açúcar, ficou como lembrança um bueiro e um casarão abandonado, neste local hoje funciona o Colégio Estadual César Borges. O escritório da Usina  precisa urgentemente de um reparo, pois, caso contrário, com a depredação por que passa o seu telhado um dia será apenas uma foto num quadro de retrato como é a ponte ferroviária, o portão da usina, a casinha de Ponto, a casa da balança de carros de boi, estes três últimos derrubados há não muito tempo, poderiam ter sido conservados sem prejudicar as construções dos novos imóveis. Ao contrário, seria uma atração, pois juntaria num mesmo espaço presente e passado, formando novo conjunto de arquitetura.Fonte: www.bangue.com.br/

Postado por:   Antônio Anacleto Oliveira dos Santos
Janicélia dos Reis Ferreira
Mirian Lima Ferreira Costa
Rosália Bispo

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Achei interessante a postagem que trata de Maria Quitéria. Embora, já conhecesse parte de sua historia enquanto soldado nos movimentos pró- independência, a postagem instigou-me a buscar mais informações sobre esse fato.
    Além das características e habilidades que a fez uma combate singular, este fato, como posto por ela mesmo, não era apenas lutas e conquistas da emancipação do Brasil, era algo ainda mais distinto, ou seja, a emancipação da mulher. Num clima em que a instabilidade política e social era questionado, surge a figura de uma mulher que contestava a ordem imposta desde o modo de vida que a adotara. Quitéria rompe com legados, que eu costumo chamá-los de improdutivos, visto que foi negado a mulher o papel de cidadã e outros. Dessa forma, Maria Quitéria, não lutou apenas pela sua pátria, mas pela liberdade, igualdade e ascensão das mulheres nos mais diversos setores, isto é, deu inicio as lutas femininas no Brasil, as quais não se resumem apenas aos descasos particulares, mas sociais. A elite do período, ao perceber sua atuação para derrotar os portugueses, atribuiu-lhe muitas qualidades, como forma de agradecimentos. O próprio imperador a reconheceu pelos seus feitos e coragem. Maria Quitéria, foi um excelente soldado, sendo condecorada e oficializada no exercito, que até então era palco do sexo masculino. De qualquer forma, mesmo sabendo que o imperador a reconheceu como defensora de seu governo, logo, porém nos vem uma pergunta: Será que numa época em que a mulher não tinha voz nem vez, se não fossem em defesa dos interesses do imperador, Quitéria teria sido reconhecida?

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